Divina

 



 

                Divina, uma mulher incrível, aproveitava a melhor fase da sua vida, divorciada e com seus filhos criados. Uma jovem senhora que decidiu viver de maneira plena, respeitando tudo que a fazia bem. As suas experiências a ensinaram que a sua vida era a consequência das suas escolhas, então, ela decidiu fazer as escolhas de acordo com o que continha em seu coração. Após o divórcio, ela escolheu uma cidade distante, pequena e com praias lindas. Ela se apaixonou por um lugar em especial; era uma praia cativante com areias douradas. Naquele lugar, ela resolveu residir e se reconstruir após os seus 50 anos.

            Em poucos meses ela se estabilizou profissionalmente. Com uma energia contagiante, logo surgiram boas amizades. Ela era uma mulher de vigor e prestativa, auxiliava a todos que precisavam. A cada novo amanhecer, ela caminhava na praia e sentia o sol tocar a sua pele, admirava com fascinação as cores brilhantes das espumas que as ondas criavam ao colidir com as areias. Seu apartamento, suas clientes e a sua nova rotina, um orgulho. Pela primeira vez, ela se sentiu capaz e no controle do seu eu; tudo de ruim havia ficado para trás e bem longe.

            A alegria foi passageira mediante um diagnóstico de câncer. Sozinha e distante da família, ela questionou as suas escolhas. Contudo, ela sentiu uma paz única, um conforto sobrenatural; era como se o próprio Deus segurasse em sua mão. A sua luz não se apagou, ela escolheu lutar, não sozinha, mas com o Deus da cura. Foi uma fase difícil, dores e fraquezas, noites intermináveis de choro e orações. Com o passar do tempo e com determinação, ela venceu as quimioterapias e as radioterapias. Vizinhos e amigos se uniram para ajudá-la. Os filhos a apoiaram, todavia, a sua fé a fez vencer aquela batalha. A vitória chegou em suas mãos por meio dos novos resultados dos exames, a proximidade da cura. Ela voltou a ter uma vida quase normal novamente. Aquela mulher que carregava a centelha divina dentro de si voltou a sorrir e a agradecer diariamente. A sua força foi admirada por todos; ela venceu o câncer, ela se reconstruiu mais uma vez.

            Após a sua cura, ela foi até a praia, pisou nas areias quentes e sentiu as ondas quebrarem, formando as camadas densas de espumas coloridas. Aquelas cores que brilhavam com o toque do sol eram como partículas da própria vida, com o toque da fé e o cuidado de Deus. Seu olhar se perdeu no oceano e duas borboletas monarcas surgiram das ondas do mar em sua direção, e ali aquela mulher incrível demonstrou gratidão por ter a oportunidade de viver mais uma vez as lindas consequências das suas escolhas.

 

 Conto inspirado em fatos.

 


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