Em uma noite escura,
o vento agitado espalhava folhas secas pelas ruas desertas de uma aconchegante
cidade. Na praça, uma jovem repousava sobre um banco. Em sua mente, gratidão a
Deus por tantas bênçãos; contudo, ela também orava por alívio dos seus males
emocionais e físicos. Por meses, uma dor extrema a incomodava em seu braço
direito, uma inflamação crônica que nem mesmo os médicos conseguiam curar.
Viver com tanta dor era deprimente e exaustivo. A tristeza a tomou, pois poucos
compreendiam a dimensão do seu infortúnio.
Diante do céu
negro e repleto de estrelas brilhantes, a jovem conversava com Deus, como se
ele fosse o seu melhor amigo. A sua fé a iluminava e lhe proporcionava a força
para viver um dia de cada vez. De repente, o vento cessou e uma névoa envolveu
o local em que ela estava; a praça foi completamente tomada. Não havia pessoas
nas ruas; era somente ela e Deus. Com o olhar fixado no céu, notou um som
similar a um toque de trombeta estridente. Diante daquele som, ela sentiu estar
entre os dois mundos: o físico e o espiritual. Uma imensa estrela se iluminou
diante dos seus olhos. O ruído misterioso cessou.
A jovem se
levantou rapidamente e notou luzes caindo do céu escuro. Ela se manteve calma;
seus pensamentos ainda estavam com Deus. As luzes formaram um círculo ao seu
redor e pessoas surgiram delas. Vagarosamente, cada feixe de luz se transformou
em uma criança; apenas o último ponto de luz se manifestou como uma jovem
adulta.
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