A estrela da cura - Parte I

 

 


 

Em uma noite escura, o vento agitado espalhava folhas secas pelas ruas desertas de uma aconchegante cidade. Na praça, uma jovem repousava sobre um banco. Em sua mente, gratidão a Deus por tantas bênçãos; contudo, ela também orava por alívio dos seus males emocionais e físicos. Por meses, uma dor extrema a incomodava em seu braço direito, uma inflamação crônica que nem mesmo os médicos conseguiam curar. Viver com tanta dor era deprimente e exaustivo. A tristeza a tomou, pois poucos compreendiam a dimensão do seu infortúnio.

Diante do céu negro e repleto de estrelas brilhantes, a jovem conversava com Deus, como se ele fosse o seu melhor amigo. A sua fé a iluminava e lhe proporcionava a força para viver um dia de cada vez. De repente, o vento cessou e uma névoa envolveu o local em que ela estava; a praça foi completamente tomada. Não havia pessoas nas ruas; era somente ela e Deus. Com o olhar fixado no céu, notou um som similar a um toque de trombeta estridente. Diante daquele som, ela sentiu estar entre os dois mundos: o físico e o espiritual. Uma imensa estrela se iluminou diante dos seus olhos. O ruído misterioso cessou.

A jovem se levantou rapidamente e notou luzes caindo do céu escuro. Ela se manteve calma; seus pensamentos ainda estavam com Deus. As luzes formaram um círculo ao seu redor e pessoas surgiram delas. Vagarosamente, cada feixe de luz se transformou em uma criança; apenas o último ponto de luz se manifestou como uma jovem adulta.




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