Como
são surpreendentes as lições que a vida nos ensina, entre poucos amores e
infinitos desapontamentos. Quantos questionamentos infundados sobre as minhas
decepções? Quantas vezes me enganei sem perceber a minha falta de bom senso e
de amor-próprio? Aprendi que, nos mínimos sinais, surge um alerta e, com isso,
de cada lágrima, colhi uma lição.
Lutei
por relacionamentos que não mereciam o meu esforço, busquei por soluções de dificuldades
que não competiam a mim, eu me iludi sozinha e amei sozinha. Descobri que o
amor é para os fortes, aqueles que não se embriagam por ele e que, mesmo
apaixonados, conseguem discernir o certo e o errado dentro de uma relação. O
melhor é não amar de qualquer maneira, não se iludir por qualquer olhar e
sempre buscar a essência ao invés da luxúria.
Viver
pelo que é real, observar as atitudes e não somente as palavras. Valorizar o
que é recíproco. Conseguir enxergar quando o relacionamento é manipulador e
tóxico, pois cada um tem a sua forma de demonstrar afeto e muitas vezes a forma
de amar gira em torno do interesse e não do amor. Contudo, compreender isso
exige esforço e humildade para receber e aprender com as lições da vida um novo
jeito de amar.


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