Em meio a fugas em massa da população
desesperada por qualquer lugar seguro, caminhamos por estradas difíceis, onde
saqueadores nos perseguiam. O apocalipse estava instalado na Terra. O caos se
distribuía pelos quatro cantos do planeta: norte, sul, leste e oeste. Não havia
segurança e nem paz, apenas a luta e a sobrevivência. Gritos e clamores não
resolviam, a morte era o destino apropriado para muitos.
Esferas de fogo caíam dos céus, era a
própria destruição. Entretanto, algo curioso aconteceu entre o fogo que tomava
a terra. Escorpiões se espalhavam por todos os lados, inclusive nas vestes e na
pele das pessoas, eram como pragas que tomavam a humanidade em sentido literal.
Além dos centros urbanos, somente
desertos áridos. Não havia vegetação, água ou alimentos. O semblante do medo
estava presente na face daqueles que lutavam intensamente por suas vidas. Não
existia um retorno ou um lugar seguro para buscar. Estávamos diante de uma
guerra prevista, na qual o extermínio era o único caminho. Um fim de uma era,
algo predestinado como a fuga eterna para um paraíso distante e utópico.
Publicação jornal Fatos & Notícias ES.


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