Luz e escuridão

 


Como interpretar o sentido de amar? Amamos as famílias, os filhos, os bens materiais, nossos pets, os amigos e nem sempre amamos a nós mesmos. Muitos ainda odeiam da mesma forma que dizem amar. O amor pode ser sim um sentimento genuíno e original, contudo ele também precisa ser compreendido e aperfeiçoado. O fato de amar não nos caracteriza melhor. Pois, quantas vezes se utilizam do amor para alimentar o próprio egoísmo?

O amor é essência divina, um caminho, uma jornada que envolve outros sentimentos como: gratidão, empatia, compaixão, perdão, entre outros. Por isso, ele precisa ser puro para qualquer direcionamento que se vive. Por que disfarçar o ódio através do amor? Somente para falsificar uma intenção e assim tirar proveito de certa oportunidade.

Cada um traz consigo um universo dividido entre o bem e o mal, então, quando decidimos amar, precisamos aprender a lidar com dois lados: luz e escuridão. Precisamos compreender que amar alguém condiz em aceitar tanto as qualidades quanto as imperfeições, de fato esse é o maior desafio de amar. Nesse aspecto, a resiliência da nossa forma de transmitir o amor será levada à provação máxima e muitas vezes surgirão dúvidas referentes à necessidade de realmente fazer isso, amar, doar e quase sempre não receber.

Ao conduzir cada dia com amor e gratidão, mentalizar a empatia e a compaixão por qualquer relação que nos envolva, a mudança vai ocorrer gradualmente e perceptiva. Viver em amor é uma escolha que nos leva a intensas batalhas internas e externas. Nem sempre o amor traz a paz, nem sempre ele colhe flores e quase nunca ele é recíproco. Contudo, ainda assim, é o amor que inspira e acolhe em sua essência divina.

 

 

 

 

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