Anos após anos, a mesma visão, o
mesmo sonho, a mesma mensagem. Um desastre sem precedentes. Oceanos se levantam
em fúria contra tudo e todos que os cercam, do oriente ao ocidente. A mesma
onda, na mesma proporção, porém, em mares diferentes, em geografias distintas.
Em águas turvas e em águas transparentes, tonalidades de azuis a verdes, vários
locais do planeta e o mesmo propósito de destruição.
Ela será impiedosa, a própria
vingança da natureza. Não há um tempo designado, mas sim a confirmação. Águas
se levantarão enfurecidas como arma mortal. A humanidade perecerá, pavor, dor e
morte. O universo ouvirá o clamor por meio de uma frequência entristecida.
Rimas não irão minimizar as
consequências predestinadas. Afinal, na mesma visão, o mesmo direcionamento. A
ressignificação do planeta conforme seus conceitos e valores. A fúria da
natureza para se recolocar, para iniciar um novo ciclo, no qual a humanidade
talvez não seja convidada. As águas se unificarão entre mares, rios e
lágrimas.


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