Era uma sexta-feira 13, um dia místico, mas que muitos não acreditam. Contudo, uma jovem em especial acreditava. Naquela manhã, ela orou e solicitou proteção antes de iniciar o seu trabalho no escritório. O dia estava repleto de afazeres, mas a sua mente estava dispersa em um gato de rua que ela viu pela janela do escritório. Por um segundo, ela ouviu a porta se abrindo e alguém se aproximando. Virou-se de imediato, contudo ninguém havia entrado. Uma ruga de preocupação surgiu entre os seus olhos. Ela sentiu um arrepio e teve a certeza de que não estava sozinha.
A jovem se concentrou novamente em seu trabalho, olhou pela janela, mas o gato já não estava lá. Na sua sala, um silêncio incômodo. Sentiu uma arritmia inesperada e frio repentino. Ela soube naquele instante que havia alguém com ela. Devido à sua capacidade sensitiva, ela sorriu e tentou não temer. Enquanto ela sorria, uma respiração ofegante surgiu do seu lado esquerdo. Ela sussurrou: “Preciso trabalhar! Siga o seu caminho, sei que hoje é um dia propício para isso, mas não tenho tempo. ”
O silêncio retornou e ela se distraiu com uma planilha de custo, até que foi surpreendida com a queda do seu porta-retratos, que ficava em cima da mesa. Ali o pavor a tomou, mas ela se manteve firme sem demonstrar. Colocou o retrato de volta no lugar e ignorou a situação. Minutos depois, o seu retrato foi lançado com tanta força que ele se quebrou no chão. A jovem ficou paralisada, o medo travou a sua respiração, uma tontura a fez mal. Sentiu que precisava sair dali, pois aquela energia pesada estava sufocante. Ela respirou profundamente e saiu devagar. Recostada na parede, ela refletiu sobre a sua imaturidade espiritual. Era sexta-feira 13, aquela foi a primeira experiência sobrenatural real que ela presenciou, o respeito foi a palavra que lhe veio à mente.
Conto inspirado em fatos.


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