Ouço
sussurros de uma voz tristonha.
Uma voz que
não me pertence.
Sinto a
lágrima e uma dor que não compreendo.
O desespero
se difunde com um toque displicente.
Além do anjo
triste que paira sobre mim.
A luz surge
da consciência para recordar que sempre existe um subterfúgio.
Um caminho
para além do fim.
A alma
respira descontente.
Inerte e sem
força.
Ela busca por
um horizonte, paciente.
Sem pensar
no amanhã ou mesmo no ontem.
Sofre
somente a angústia do presente.
Escuto
conselhos destrutivos, não consigo definir.
Perambulo
sozinho por minha mente;
Vulnerável e
quase sempre inconsciente.
Eu não
compreendo.
Um anjo
triste reside em mim.
A tristeza
domina.
Tudo sempre
ocorre tão de repente.


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