Social

 


A graça de não estar só;

Mesmo quando se precisa estar.

A competência de disfarçar essa vontade.

Mediante devaneios e gargalhadas.

Que aprisionam e distraem.

Como tornar simples o socializar?

Quando a paz se torna prioridade.

O desejo de querer estar só.

Quando muitos clamam pelo contrário.

Talvez seja ingratidão.

Então, surge a saudade da própria reflexão.

Do cantinho sagrado da mente.

Com diálogos infinitos que despertam risos da solidão.

Estes sim, nos libertam das aparências maçantes e fúteis, o social.

Ah, reflexões que preenchem o vazio causado pela socialização.

Impossível talvez,

De estar só, só um pouco mais.

De olhar para si com amor e piedade.

Para não desabar e nem se expor para a tal sociedade.

Diante da socialização imposta e cansativa.

Conversas e olhares sem sentido, considerações rasas.

A solidão,

A tal solidão torna-se a maior necessidade.

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